14 de dez. de 2009

Emergência Veterinária: Intermação - O que é? Como proceder?

A intermação ou choque térmico se caracteriza por uma forma inadequada de dissipação de calor. Os cães não possuem mecanismos eficientes para regular a temperatura corporal diante do excesso de calor (que pode ser causado pelo ambiente ou por exercícios). Nos humanos a troca se dá através das glândulas sudoríparas por todo o corpo, já no cão essas glândulas têm localização restrita à área entre os dedos das patas. Em virtude disso, a troca de calor nos cães ocorre principalmente através da respiração.
Os sintomas são respiração acelerada, salivação intensa, mucosas hiperêmicas (avermelhadas), pele avermelhada , batimentos cardíacos aumentados e alterações neurológicas. Alterações mais graves incluem choque hipovolêmico (perda excessiva de líquidos orgânicos), edema pulmonar, edema cerebral e falência renal.O animal vai a óbito rapidamente.
A intermação pode ocorrer nos passeios em horários muito quentes do dia, sem acesso à água com regularidade, ou ainda quando os animais são deixados dentro do carro (mesmo com a janela aberta).
O animal deve ser levado imediatamente ao veterinário, mas como medida de primeiro socorro o proprietário pode banhar o animal com água em temperatura ambiente (nunca com água gelada) ou enrrolá-lo em uma toalha molhada.
A intermação ocorre com muito mais frequência no verão, por isso é importante que o proprietário fique atento e saiba como agir preventivamente, evitando risco à vida do seu animal.

11 de dez. de 2009

Dica Animal: Giardíase Canina

A giardíase é uma doença comum de cães, gatos e humanos. É considerada uma zoonose (doença transmitida ao homem pelos animais). É causada por um protozoário que infecta o intestino delgado de cães e outros mamíferos, incluindo o homem.

Em cães os principais sintomas são diarréia mal cheirosa aguda ou crônica, vômitos, dor abdominal,desidratação e perda de peso.

As fontes de infecção mais comuns são água e fezes contaminadas.

Os animais infectados, que estão em contato direto com os humanos ou com seu meio ambiente, devem ser tratados. Nos animais, freqüentemente ocorre a reinfecção, se os cistos infectantes não são retirados do ambiente. Isto implica em uma limpeza e desinfecção profundas sempre que possível que pode ser feita com amônio quaternário ou água sanitária.

A prevenção baseia-se principalmente na adoção de boas práticas sanitárias e na vacinação. Um animal vacinado, além de protegido contra a giardíase, não representará mais uma fonte de infecção a outros animais e até mesmo a seres humanos.

São necessárias duas doses da vacina para animais que estão sendo vacinados pela primeira vez com reforço anual em dose única.

A vacinação é a única proteção segura, e cães protegidos representam menor risco para a sua família.

4 de dez. de 2009

Cães x Ouriço do mato


O ouriço é inofensivo e lento, mas quando atacado procura encolher-se espetando quem quer que tenha a ingenuidade de atacá-lo. Como as pontas dos espinhos são pretas e o corpo do espinho é amarelo, o movimento do ouriço provoca ondulações na pelagem que parecem um acender e apagar de uma luz amarela. Cães mais territorialistas podem atacar e com isso ganharem uma grande quantidade de espinhos por toda boca. A ponta do espinho é como um arpão: possui escamas voltadas para a base, que ao penetrar na pele tende a se aprofundar e torna difícil e muito dolorosa sua extração. Os cães tentam em vão retirar os espinhos com suas patas anteriores, medida que deve ser evitada afim de não quebrar os espinhos.
Para retirá-los se faz necessário a sedação e anestesia do cão. Desta forma o veterinário pode pacientemente extrair espinho por espinho cuidadosamente para não rompê-lo, e palpando suavemente toda a região é possível extrair mesmo aqueles que estão completamente por baixo da pele.

Não tente retirar os espinhos em casa, pois com isso seu cão só irá sofrer mais. Com a anestesia e a medicação correta ele irá dormir e acordar novo sem qualquer espinho.
Normalmente, exceto pela dor provocada pelos espinhos, o acidente não traz maiores consequências e após a completa retirada dos espinhos o cão não apresenta qualquer sequela.

O animal da foto acima foi atendido por mim no dia 03 de dezembro de 2009, na clínica Emporio Animale apresentando grande quantidade de espinhos por toda cavidade oral (palato mole, palato duro, língua e bochechas).

Como fazer um cachorro parar de marcar território?

Não podemos nem imaginar como o mundo cheira para um cachorro. O faro dele é um instrumento fino e delicado, se comparado ao seu nariz. Então, faz sentido que façam a marcação territorial urinando nos lugares e objetos para mostrar quem manda. Essa é uma parte importante da comunicação canina.
A marcação territorial é um comportamento normal, natural e instintivo nos cães. Inicia-se na puberdade, com a maturidade sexual, e serve para deixar uma “mensagem” aos outros cães quando o animal abandona determinado local. Os outros, ao cheirarem a “mensagem” vão responder urinando por cima.
A maioria dos cães prefere marcar território na rua, onde os cheiros dos outros são mais frequentes e intensos, mas há também aqueles que marcam dentro de casa. Existem diversas motivos que levam um cão a marcar território dentro de casa: o ambiente da casa onde vive, a sua posição na hierarquia da casa e a presença de outros animais são alguns.
A castração é uma das melhores formas de controlar esse comportamento. O cachorro continua protegendo a família e a casa, mas sem aquele desejo de reforçar seu território reprodutivo, ditado pelos hormônios.
Mas existe outro problema: a marcação por ansiedade de separação. Nesse caso, a melhor coisa a fazer é acostumar seu cachorro a ficar sozinho em casa. Comece com algo simples, como deixá-lo sozinho em um quarto por um ou dois minutos e depois retornar. Então, saia de casa, voltando após alguns minutos. Cada vez que praticar fique longe por um tempo um pouco maior. Quando o cachorro aprender que você vai voltar, vai se sentir mais confortável sozinho.
Para evitar que ele urine nos móveis, prenda um pedaço de papel alumínio na área onde ele gosta de urinar. Na próxima vez que ele tentar, o papel alumínio vai fazer um barulho e a urina pode espirrar nele de volta.
Como em qualquer problema de comportamento, leve seu cão ao veterinário antes de qualquer correção. Se houver uma causa física para o problema (como por exemplo insuficiência renal, diabetes, etc) nenhum treinamento ou correção vai surtir efeito.

Gatos domésticos: Como os gatos sobrevivem a quedas?


Como os gatos conseguem lidar tão bem com quedas? Em primeiro lugar, em comparação com os seres humanos, um gato é muito menor e mais leve. Além disso, um gato tem mais área de superfície em proporção ao seu peso do que um humano. Este aumento na área de superfície resulta numa maior resistência ao ar, o que diminui a velocidade da queda. Ao cair, o gato posiciona-se na forma de uma espécie de pára-quedas. Menos de um segundo após começar a cair, um gato rapidamente arruma-se no ar com as suas quatro patas apontando para baixo. Com seus membros flexionados, o gato também amortece a força do impacto caindo sobre as quatro patas.

Se você tem um gato, tome cuidado ao abrir as janelas. Apesar do mecanismo de proteção do gato, o animal sofre lesões e pode até morrer na queda ou depois de socorrido. Quando cai de altura superior a 6 ou 7 metros de altura, o gato consegue fazer esse amortecimento. Mesmo assim, ele pode sofrer lesões, como acúmulo de ar na pleura, fraturas de maxilar, da mandíbula e da face. Quedas menores, de um a dois andares, podem ser mais arriscadas que as mais altas, pois ele pode não ter tempo suficiente para endireitar-se.